Com o fim do Giro, o “doping mecânico” será o grande assunto desta semana no mundo do ciclismo. Uma matéria do site prologo (veja) traz alguns detalhes no novo escândalo e o vídeo que tenta incrimiar Fabian Cancellara, que teria usado o dispositivo em seus títulos deste ano da Paris-Roubaix e do Tour de Flandres.
Realmente o vídeo está bem embasado e as imagens nos deixam com uma pulga atrás na orelha. O que me chamou a atenção é que na Paris-Roubaix, Cancellara aumentou muito a sua velocidade sem praticamente alterar a sua cadência (3’40 no vídeo). O que vocês acham?
Acho que vai ser muito difícil descobrir agora se Cancellara usou ou não o mecanismo. Além disso, não sei se a UCI e os tribunais puniriam o ciclista embasados apenas nas análises de vídeo feitas por peritos.
Por mais que o suíço tenha utilizado o “motor” nas clássicas deste ano, certamente farsa Cancellara não é. Suas vitórias já acontecem desde 2004. Seria impossível enganar tanta gente por tanto tempo. E também seria estranho uma equipe desenvolver tal tecnologia para favorecer apenas um ciclista.
A matéria do prologo mostra que o mecanismo aumentaria a potência em 50 watts, mas também o peso em cerca de 3kg. Será que essa relação peso potência é vantajosa? Algum engenheiro poderia nos explicar aqui…
De qualquer forma, podem ter certeza que o “doping mecânico” é o menor dos problemas do ciclismo. Basta, a patir de agora, todas as bicicletas passarem por inspeções depois das provas, como já é feito no automonilismo.
Veja o comentário de um especialista:
“Incrível o poder da internet e da Criatividade da inteligência humana. Com algumas peças, conseguiram montar o cenário e o personagem de uma história fictícia incrível. Quantos videos já não apareceram na net, quantas seitas não convertem milhões? E no final era tudo farsa, falcatrua e difamação. O sistema existe, mas ninguém lembrou de olhar os detalhes. Traduzindo alguns itens informados no site ‘ www.gruberassist.com/english/product/retrofit/‘: não funciona em quadros de carbono, que esta em fase de teste; é para quadros com tubo de selim reto, continuo – o da Specialized é cônico e assimétrico; é para tubo do selim com diâmetro 31,6 mm – o da Specialized tem 27,2 mm; para ‘crank set’ da Shimano Hollowtech II - mas a equipe de Sax Bank usa Specialized S-Works ou Stran Red com Power Meter
Para mim, isso não passa de uma histeria internetica ” Daniel Alipert, diretor técnico da Proparts
Fica o Vídeo e a analise do Diretor Tecnico da Proparts… e você o que acha?
Doping Mecânico ou Marketing Agressivo?
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